Festival Cultural Cinema


Oficina Infantil Amca Filmes
11 11UTC fevereiro 11UTC 2010, 5:29 pm
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Alunos e realizadores da oficina que ocorreu no Grupo Escolar Simão da Silva em São Simão/SP. Foto de Marcos Finotti

A Oficina Infantil Amca Filmes aconteceu do dia 19 à 22 de janeiro de 2010 durante o 1º Festival Cultural – Cinema de São Simão.  Mais de 20 crianças de 9 a 15 anos participaram das aulas que tinham como objetivo aproximar as crianças do cinema e viabilizar junto delas a produção de filmes curtas-metragem em formato digital, com baixo custo e facilidade na realização. A oficina também visou estimular o crescimento e o interesse dessas crianças no que se refere à produção cultural e audiovisual como um todo formando assim um novo público. O resultado da oficina, o curta “O Enigma do Tesouro” de aproximadamente 6 minutos foi exibido em uma sessão especial no Theatro Carlos Gomes de São Simão no dia 25 de janeiro para os alunos, pais e convidados.

A oficina foi ministrada por Eduardo Gevenez, Francine Sousa, Natália Meira e William Ribeiro.

 



Selecionados . Troféu Marcelo Grassmann
16 16UTC janeiro 16UTC 2010, 5:53 pm
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Conheça abaixo os vencedores do Troféu Marcelo Grassmann que disputarão o prêmio do júri popular.
A votação ocorrerá no dia 24/01 após a exibição dos curtas no Theatro Carlos Gomes em São Simão/SP.

Ficção Video:
Ensaio de Cinema | Direção: Allan Ribeiro

Menção Honrosa (Ficção Video):
Darluz | Direção: Leandro Goddinho
Depois da Curva | Direção: Helton Paulino

Ficção Película:
Blackout | Direção: Daniel Rezende

Documentário Video:
Lapidar o Bruto | Direção: Natália Queiroz

Documentário Película:
Fractais Sertanejos | Direção: Heraldo Cavalcanti

Câmera digital / Celular:
You Bitch Die! | Direção: Lucas Sá

Animação:
Dossiê Rê Bordosa | Direção: César Cabral

JURADOS
André Finotti, Caio Gullane, Danilo Gullane, Fabrício Borges, Marcelo Chim e Marici Vila.



MEMÓRIAS DO CINEMA DA MINHA INFÂNCIA
27 27UTC novembro 27UTC 2009, 12:04 pm
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O ano era 1982. O Brasil de Telê Santana havia perdido para a Itália de Paulo Rossi. Verdadeira tragédia nacional. O país estava no fim de uma cruel ditadura militar que se arrastava há anos. Os meus pais haviam acabado se separarem. O Cine Oásis, em São Simão, exibia Grease – Nos tempos da brilhantina. Eu tinha apenas seis anos e fui ao Cinema pela primeira vez. Passava em frente ao Cinema e ficava observando o cartaz exposto ao lado da bilheteria. “Censura Livre”. Pensava: “esse eu posso assistir”. Mas meus irmãos não queriam que eu fosse com eles. Bati o pé, fiz pirraça, chorei e enfim minha mãe os obrigou a me levarem ao Cinema. Foi a minha noite de estréia. Vesti a minha melhor roupa, passei gel no cabelo, comprei pipoca, frutela e entrei pelo tapete vermelho do Cine Oásis. Casa cheia, um intenso vozerio, um clima de flerte no ar que a minha ingenuidade de garoto não permitiu perceber. As luzes se apagaram. Silêncio. Eu precisava me esticar todo na poltrona para conseguir ver o que se passava na tela. “Isso ainda é o Trailler, quando começar o filme eu te aviso”, sussurrava meu irmão ao pé do meu ouvido. A essa altura a pipoca já havia acabado e eu me emprenhava em tirar os milhos que ficaram presos por entre os dentes. “Começou, presta atenção para você entender”, depois disso meu irmão não falou mais nada até o filme acabar. Os olhos vidrados naquela tela imensa não ousavam sequer piscar. Um mundo novo nascia para mim, um mundo a parte do mundo real em que vivia, um mundo lúdico em que a realidade se confundia com os sonhos a todo instante. John Travolta e Olivia Newton-John pareciam reais e ao mesmo tempo pareciam fazer parte de um grande sonho que eu vivia naquele momento. Cantavam e dançavam nas arquibancadas de uma escola na Califórnia dos anos 50 como se não existisse mais nada no universo além do Amor que sentiam um pelo outro. Tudo era perfeito. Nunca me esquecerei desse dia. O dia em que fui ao Cinema pela primeira vez e me apaixonei perdidamente por ele.

Quando voltei a São Simão no ano seguinte para passar as férias, minha avó me disse que o Cine Oásis havia fechado. Fui correndo para lá. Ao lado da bilheteria ainda havia alguns cartazes de filmes. A porta fechada com um grande cadeado, um vidro quebrado, o tapete rasgado, uma latinha amassada de refrigerante no chão. Bateu uma tristeza aguda, daquelas que doem no fundinho do peito. A minha história de amor com o Cine Oásis durou apenas um dia, mas deixou marcas para a vida toda.

Nunca mais tive notícias de um novo cinema em São Simão. Acho que o Festival Cultural vai poder proporcionar a muitos garotos de hoje a mesma experiência que vivi há 27 anos. E fazer com que muita gente se lembre das suas histórias com os Cinemas que já existiram na cidade. Talvez assim vamos reconhecer a falta que eles nos fazem.

Danilo Gullane
Curador do Festival Cultural 2010




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